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RODRIGO GORGA


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foto by Luiz Lhacer


Rodrigo Gorga tem 35 anos.

Há 18 anos trabalha com os charutos e estuda este assunto.

Amor, profissionalismo, dedicação, respeito e cultura fazem parte de seu cotidiano.

Este despretensioso Blog, surgiu para tentar desmistificar (de maneira simples) um pouco deste saboroso universo.


Na matéria abaixo, publicada no anuário Itália em São Paulo 2009, é possível saber um pouco mais sobre sua trajetória profissional >>>


Materia Revista Italia em SP
Revista Itália em São Paulo 2009


T A B A C O   por Rodrigo Gorga

A minha paixão pelo tabaco nasceu quase que por acaso, quando comecei a trabalhar como vendedor, na tabacaria Lenat de São Paulo em 1991, há mais de 18 anos. Nesta época não haviam muitos livros e nem charutos importados, pois mercado começava

a abrir suas portas aos produtos estrangeiros, por isso tive a felicidade de aprender muito do que sei sobre este saboroso mundo,

com os clientes que freqüentavam a loja naquela época e gentilmente me presenteavam com seu tempo e suas deliciosas historias sobre seus charutos e cachimbos. Com isso, me “obriguei” a experimentar um pouco do que tinha ao meu alcance e dentro das minhas possibilidades. No começo confesso que torcia o nariz, mas logo fui pegando gosto pela coisa e tentando diferenciar o que degustava, seguindo instruções dos meus experientes mestres. Julgava impossível descrever algo que é intangível, chamado paladar, sem conhecer profundamente o que eu estava vendendo.

Anos se passaram e fui desvendando a minha paixão pelos tabacos mais escuros, como mata fina e o tabaco negro cubano, que são diferentes entre si, mas cada um tem as suas deliciosas peculiaridades e por isso tantos charuteiros os preferem. Também gosto dos fumos Sumatra e Connecticut, que são mais claros e ganham um pouquinho de acidez durante a queima.

Hoje certamente concordo com Zino Davidoff, que dizia: “… Existe um charuto para cada momento e um momento para cada charuto…”.

Por tudo isso ressalto a importância de compararmos apenas charutos de mesma nacionalidade, pois o tabaco, bem como as uvas, sofrem total influência do terroir (solo, clima…) onde são cultivados.

O tabaco brasileiro tem sua personalidade com sabores marcantes, tostados e persistentes. O cubano é excepcional perfeito, inconfundível e deliciosamente equilibrado. O fumo da Nicarágua é rico, saboroso e complexo. Os charutos elaborados na República Dominicana, em sua grande maioria, são suaves e delicados perfeitos para um feliz começo no mundo dos charutos ou para o começo do dia. Mas é importante frisar que o melhor charuto do mundo, é o que a sua boca gosta, não existe regra, eu prefiro o aceso.

Em busca dos diferentes sabores e aromas do tabaco, viajei por diversas plantações e fabricas de charutos ao redor do mundo, aprendendo, degustando, apurando e enriquecendo o meu paladar, que desde criança foi lapidado por meus divertidos familiares descendente de italianos.

E como não poderia deixar de ser, felizmente hoje os charutos estão ligados à gastronomia, pois acima de qualquer coisa, degustamos os puros.

Atualmente o hábito charuteiro vem rejuvenescendo e ganhando novos apreciadores, que como eu, são envolvidos pelas ricas historias e descobrem os complexos e variados sabores e aromas e também a infinitas possibilidades de harmonizações com charutos.

Há muitas décadas a industria de tabaco brasileira exporta tabaco para boa parte do mundo e estejam certos que em

várias ligadas (blend do charuto), com exceção dos cubanos, existe o tabaco brasileiro.



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